Conheça a história do atletismo no Brasil e no mundo

O atletismo pode ser considerado uma das modalidades mais antigas do mundo. Registros apontam que os gregos já praticavam esse esporte por volta do século 14 a.C. Essas modalidades eram praticadas em encontros esporádicos, que mais para frente originaram os Jogos Olímpicos.

Dentro do atletismo são disputadas as provas de corrida, lançamento e salto. As mais famosas são as de corrida. É nessa categoria que acontece a disputa do homem mais rápido do mundo, nos 100 metros rasos. Quase todas as provas de atletismo, exceto a maratona, são disputadas em estádio e a modalidade faz parte dos Jogos Olímpicos desde a Era Moderna.

A corrida, que também podem ser chamada de prova de pista, divide-se em curta distância (100m, 200m e 400m), média distância (800m, 1.500m e três mil metros) e longa distância (cinco mil metros, 10 mil metros e 42,195 quilômetros). Há também as corridas com barreiras e obstáculos, além da marcha atlética e dos revezamentos.

Todas essas provas são realizadas na pista de atletismo dentro do estádio. Ela contém oito raias, cada uma com um metro e 25 centímetros de largura. No formato oval, a pista tem 400 metros de comprimento.

Brasil na Olimpíada

O Brasil participa dos Jogos Olímpicos desde 1920. Durante todos os anos de participação as primeiras medalhas brasileiras no atletismo foram conquistadas nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952. Adhemar Ferreira da Silva recebeu o ouro no salto triplo masculino e José Telles Conceição o bronze, no salto em altura.

Nas olimpíadas de 1956, em Melbourne, Adhemar conquistou novamente o ouro. Sua medalha foi a única do Brasil no evento. Já em 1968 foi a vez de Nelson Prudêncio levar a prata no salto triplo. Em Munique no ano de 1972, ele também ficou com o bronze. Com o passar dos anos o Brasil mostrou que dentro do atletismo a modalidade mais forte era o salto triplo. João do Pulo garantiu o bronze da modalidade em 1976 e em 1980.

Depois de longos anos sem o tão sonhado ouro no atletismo, Joaquim Cruz finalmente conquistou a primeira redonda dourada nos 800 metros rasos das Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Na outra Olimpíada, em 1988, ele foi prata.Já em 1996, em Atlanta, o Brasil foi bronze no revezamento 4x100m com André Domingos, Arnaldo Oliveira, Edson Luciano e Robson Caetano. Os meninos brasileiros evoluíram e levaram a prata em 2000, mas com outros dois novos integrantes: Claudinei Quirino e Vicente Lenilson.Em Atenas 2004 Vanderlei Cordeiro de Lima conquistou o bronze na Maratona, além da Medalha Barão Pierre de Coubertin, após o incidente envolvendo um padre irlandês.

Na edição de 2008, em Pequim, Maurren Maggi conquistou a medalha de ouro no salto em distância.

Regras
Algo que se nota de diferente nas provas de velocidade é a largada. Nas corridas de curta distância, os velocistas largam numa posição especial, que consiste em apoiar os pés sobre um bloco de largada e apoiar o tronco sobre as mãos encostadas no chão (posição de quatro apoios).

Já na largada de média e longa distância não é necessária a saída de quatro apoios, como nas provas de velocidade Foto: Alexandre Koda/Webrun



Pelas regras da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), aquele que saísse antes do tiro de largada, recebia uma penalidade e, caso queimasse a largada três vezes estaria desclassificado. A partir de 2010, porém a regra foi modificada e a primeira queima desclassifica automaticamente o atleta.

Após a largada, o velocista deve permanecer do começo ao fim na sua raia de saída. Nessas provas, os atletas devem usar sapatilhas com pregos de no máximo 8,4 milímetros e a espessura da sola não pode ultrapassar treze milímetros.

Já na largada de média e longa distância não é necessária a saída de quatro apoios, como nas provas de velocidade. Os atletas começam a correr em pé. Além disso, também não é necessário correr na mesma raia de largada.

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No caso de uma chegada embolada, em qualquer competição, os juízes irão observar a posição dos ombros ou do torso do atleta para determinar o vencedor. Pernas e braços não são levados em conta. A foto da chegada, ou fotofinisher, ajuda a definir o campeão em caso de dúvidas.

Federação

Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat): www.cbat.org.br

Fonte: webrun.com.br (Redação WEBRUN)

Ler 240 vezes Última modificação em Sábado, 17 Agosto 2019 18:31
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  • Utilidade: Com obras retomadas, Prefeitura de SP diz que pista de atletismo do Centro Olímpico será entregue nesse ano

    Da assessoria da Prefeitura SP - Falta pouco para a reforma da pista de atletismo do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) ser concluída. A previsão é que, antes do final de 2019, o espaço já esteja apto para receber os noventa atletas do COTP e para a prática da modalidade.

    A pista será uma referência para o atletismo no Brasil. Além de estar dentro de um complexo que abriga dez modalidades de alto rendimento, o espaço receberá a certificação mais alta da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), a Classe 1. É possível contar nos dedos de uma só mão quantas pistas existem no país com esse grau de excelência – a do Centro Olímpico será a quinta. “Aqui poderão ser promovidos eventos internacionais, e uma coisa muito interessante é que, se baterem um recorde, esse resultado será reconhecido”, afirma Roberto Patini, diretor comercial da Resinsa, empresa especializada em construções esportivas e responsável pela reforma. Na quarta-feira, 24, o secretário municipal de Esportes e Lazer Carlos Bezerra Jr. vistoriou as obras que acontecem no complexo e pôde conversar com os responsáveis.

    A largada da reforma foi dada no final de outubro do ano passado após assinatura da ordem de serviço, mas foi paralisada no mês seguinte. Após um longo tempo de espera, os trabalhos foram retomados na primeira semana de julho e estão a todo vapor. Agora, está em execução o asfaltamento da pista, uma das partes mais delicadas segundo Marcos Bassi, diretor responsável pelas obras. “Devemos concluir o asfalto em trinta dias, depois há um período de exsudação (fenômeno em que a água leva o cimento até a superfície) em que nós não podemos aplicar o piso sintético, senão ele pode soltar”, explica, informando ainda que o tempo deste processo varia de acordo com as condições climáticas, mas dura cerca de 20 dias.

    O investimento total na reforma chegou aos R$ 3,8 milhões, verba destinada pelo Governo Federal. A gestão do prefeito Bruno Covas trata a entrega das obras como uma de suas prioridades. Carlos Bezerra Jr. destaca a importância da pista para a modalidade. “Isso tem um impacto direto para os atletas que já estão aqui, mas especialmente para as novas oportunidades que surgirão a partir da modernização desse espaço. Um ganho para o esporte em São Paulo e, especialmente, para a possibilidade do esporte funcionar cada vez mais como ferramenta de inclusão social”, reitera.

    Texto: Guilherme Guidetti - gguidetti@prefeitura.sp.gov.br
    Fotos: Pérola Stewart - pstewart@prefeitura.sp.gov.br

  • Artigo: Atletas e Doenças de Pele

    Os esportes coletivos têm uma longa história de promover a cooperação, companheirismo e um espírito competitivo saudável entre os atletas. Mas a proximidade que reúne atletas também é capaz de criar um ambiente para uma série de infecções de pele contagiosa. Agora, os dermatologistas estão incitando os companheiros e treinadores para estar ciente das condições de pele mais comuns causadas por bactérias, vírus e fungos que ocorrem em atletas e educá-los sobre como prevenir um surto generalizado.



    Falando 04 de fevereiro a 69ª Reunião Anual da Academia Americana de Dermatologia (Academia), dermatologista Brian B. Adams, MD, MPH, FAAD, professor de dermatologia da Universidade de Cincinnati School of Medicine, discutiu as condições da pele resultantes pelo contato pele-a-pele entre atletas e como prevenir surtos em equipes esportivas.

    “Surtos de micose, herpes, e resistente à meticilina Staphylococcus aureus (MRSA) ocorreu na escola, escolar, e de nível profissional em todo o mundo”, disse o Dr. Adams. “Essas doenças da pele são altamente contagiosas e podem se espalhar através de equipes de esportes muito rapidamente, especialmente se elas não são imediatamente diagnosticadas e contidas. É por isso que os atletas devem estar cientes desses riscos e como identificar os sinais de alerta de uma infecção da pele.”

    Bactérias representam ameaça real para os atletas

    Wrestlers, entre outros atletas com pele a pele, estão particularmente em risco para o desenvolvimento de impetigo – uma infecção bacteriana da pele altamente caracterizada pela cor de mel com crosta, áreas vermelhas que podem ser coceira. Ocasionalmente, pode ocorrer a formação de bolhas.

    MRSA, um tipo de estafilococo que provoca infecções que são resistentes aos antibióticos comuns, tais como meticilina, a penicilina, amoxicilina, oxacilina e, por vezes, pode ser responsável por impetigo. Epidemia MRSA também pode aparecer como uma espinha, furúnculo ou abcesso, às vezes com a drenagem de fluido ou pus. Estas lesões podem ser vermelha, inchada, quente e sensível ao toque.

    Dr. Adams levou uma publicação recente revisão da presença de MRSA em atletas que descobriram que o contato físico, instalações compartilhadas e equipamentos, e falta de higiene contribuem para a incidência. Ele acrescentou que a pesquisa indica que o futebol é o esporte mais comumente relatado para os atletas a serem expostos a infecções por MRSA.

    “Os jogadores de futebol experimentar uma variedade de fatores predisponentes à infecção por MRSA,” disse o Dr. Adams. “Estes incluem lesões de pele que podem ocorrer no campo de jogo, queimaduras relvado de relva artificial que podem agravar o trauma da pele, e até unha encravada de um atleta pode levar a uma infecção por MRSA. Alguns atletas também são portadores de bactérias do nariz”.

    Diagnóstico e tratamento rápido são fundamentais no tratamento de MRSA e impedir a propagação entre os membros da equipe. Antibiótico tópico Mupirocin pode ser um tratamento eficaz para alguns, mas o Dr. Adams observou que aqueles que desenvolveram resistência a essa medicação tópica vai exigir um antibiótico oral.

    Vírus: facilmente se espalha, difícil de conter

    Um vírus comum que pode ser facilmente transmitido em atletas e não atletas é semelhante ao vírus herpes simplex. Este vírus contagioso provoca bolhas e feridas ao redor da boca, nariz, genitais e nádegas, mas pode ocorrer em qualquer lugar da pele, especialmente em atletas. No começo do curso da doença, as lesões surgem lesões vermelhas como não específicos – então adquirir as características bolhas agrupadas numa base de vermelho. As feridas podem ser dolorosas e sem graça, e a infecção deve ser identificada e tratada rapidamente para evitar a propagação do vírus entre os membros da equipe.

    “Herpes simplex é tão comum entre os lutadores – onde o contato pele-a-pele é inevitável – que a condição é chamada de herpes gladiatorum”, disse Adams. “O tratamento inclui medicamentos antivirais orais e o atleta pode retornar para a prática e competição depois de 4 ou 5 dias de tratamento. Wrestlers que treinar com um parceiro infectado tem uma chance em três de contrair esta infecção da pele, por isso é fundamental que o vírus é tratada atletas e evitar a competição durante o período de infecção”.

    Infecção fúngica: Surtos comuns em esportes de equipe

    Tinea corporis (mais conhecida como doença da pele) é uma infecção fúngica que se desenvolve na camada superior da pele e é caracterizada por uma erupção cutânea circular pruriginosa, vermelho com pele clara no meio. No início da doença, as lesões não adquirem a forma de anel clássico e aparecem como lesões relativamente não específicas rodeadas de vermelho. Mais comumente, lesões aparecem na cabeça, pescoço e membros superiores e desenvolver após o contato pele-a-pele com uma pessoa afetada. Mais uma vez, esta infecção fúngica é tão comum entre os lutadores que o Dr. Adams acrescentou que é chamado de tinea corporis gladiatorum.

    “Micose pode ocorrer em surtos de equipes de luta livre, muitas vezes interrompendo práticas e competições”, disse Adams. “Todo atleta com a pele-a-pele pode desenvolver micose, mas a intensidade do contato e pele exposta faz lutar o esporte de maior risco para esta infecção fúngica particular. Identificação e tratamento precoce são essenciais para conter a propagação de ‘ infecção, e, atualmente, não existem recomendações baseadas em evidências, tais como quanto tempo os atletas com micose deve evitar a concorrência.”

    Dr. Adams observou que medicamentos antifúngicos tópicos ou orais são eficazes na limpeza de micose, e os atletas devem consultar o seu dermatologista assim que notar qualquer lesão incomum em sua pele.

    Outra infecção fúngica comum que os atletas são propensos a se tinea pedis ou pé de atleta. Este fungo especial cresce melhor em escuro, úmido e quente, fazendo com que os pés suados envolto em sneakers objetivos principais. A aparência do pé de atleta pode variar de pessoa para pessoa – alguns podem experimentar secura, fissuras ou escalar entre os dedos; outros podem ter vermelhidão, descamação ou secura na sola e ao longo dos lados dos pés. Dr. Adams observou que muitas vezes as pessoas confundem o pé de atleta para a pele seca.

    “O pé de atleta pode ser tratada com sucesso com um dos muitos over-the-counter cremes antifúngicos tópicos, mas também existem medidas preventivas que todos os atletas podem tomar para reduzir a propagação do fungo”, disse Dr. Adams. “Meias Moisture-wicking são uma obrigação, como a umidade meias de algodão são  armadilha e não devem ser usado por atletas. Depois de trabalhar fora ou concorrentes, os atletas devem tomar banho imediatamente e certifique-se que eles usam chinelos na casa de banho ou armário. ”

    Dr. Adams aconselhou os atletas, treinadores e preparadores físicos para estar ciente das inúmeras doenças de pele que podem assolar toda pessoa que participe em esportes de equipe e ver um dermatologista imediatamente se qualquer tipo de erupção cutânea, dor ou mudança ocorre na pele.

     

    FONTE: https://www.aad.org/media/news-releasess. 

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